“O substituto do petróleo é mais petróleo”
Com essa frase, o representante da Petrobras lançava a pá de cal no encerramento da reunião no Hotel Bourbon em que se analisavam os resultados dos testes realizados em ônibus municipais em Curitiba com 20.000 litros de biodiesel (B100), doados pela American Soybean Association. Era o final da década de 90 e o petróleo valia então cerca de US$ 22 por barril. Bons tempos…
O experimento
Em 1998, 40 ônibus municipais na cidade de Curitiba participaram do seguinte experimento: foram divididos em dois grupos similares de 20 veículos cada, contendo motores Mercedes-Benz, Volvo e Scania. Um grupo utilizou como combustível o óleo diesel metropolitano tipo C (com até 0,3% de enxofre) e o outro B-20, uma mistura de 80% do mesmo óleo diesel e 20% de biodiesel (metil-éster de óleo de soja). Ambos os grupos rodaram em condições similares mais de 400 mil quilômetros. Os dados de consumo específico observados ao final do experimento foram os seguintes:
| Diesel C | 426.617 km | 188.518 l | 2,2630 km/l |
| B-20 | 400.486 km | 180.407 l | 2,2199 km/l |
Houve portanto um pequeno incremento no consumo específico do biodiesel em relação ao óleo diesel convencional, da ordem de 1,94%.
No quesito emissões de fumaça preta porém, os resultados foram bastante significativos: o grupo que rodou com B-20 apresentou uma redução de 18,5% no número Bosch de fumaça e uma redução de 35,8% na opacidade da fumaça, quando comparado ao grupo que rodou com óleo diesel convencional.
Os motores que utilizaram a mistura B-20 chegaram a apresentar uma discreta melhoria geral no seu funcionamento.
A conclusão
O biodiesel deve ser usado preferencialmente nos grandes centros urbanos, devido às significativas reduções de fumaça e poluição. Na época porém, dava-se pouca importância à questão ambiental…
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